
O 12º Congresso Internacional da Associação dos Médicos Adventistas (AMA) reuniu médicos, residentes e estudantes de medicina em Hortolândia (SP), de 28 a 31 de outubro. O encontro discutiu como conciliar formação científica, hábitos saudáveis e missão cristã no atendimento aos pacientes.
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Realizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), o evento teve como tema “Preparo para a Missão” e contou com patrocínio master da Adventist Health Brasil (AHB). A programação incluiu debates sobre estilo de vida, geriatria, saúde da mulher e cuidados paliativos.
3 pilares

O presidente da AMA, Fabiano Luz, explicou que o congresso foi estruturado em torno de três pilares: missão cristã, promoção da saúde e excelência profissional. Segundo ele, o encontro buscou aproximar as evidências científicas da prática de estudantes, residentes e médicos experientes, com conhecimentos aplicáveis tanto em consultórios quanto em hospitais públicos e universitários.
“O fato de fazermos medicina missionária não nos exime de sermos bons médicos, bons profissionais de saúde do ponto de vista técnico”, afirmou. Luz também defendeu que as iniciativas de promoção de hábitos saudáveis sejam estudadas e documentadas com rigor científico, para que as experiências desenvolvidas pelos profissionais contribuam para a produção de conhecimento na área.
Para o diretor médico da AHB, Davi Lopes Reis, o aprendizado precisa se refletir na relação com o paciente. “Nossa missão vai além de tratar doenças: envolve acolher, orientar, prevenir e cuidar do ser humano em suas dimensões física, mental, social e espiritual, respeitando suas necessidades e valores”, disse.
Da graduação à prática

Estudante do quarto semestre de medicina, Mary Pimentel participou do congresso pela primeira vez e destacou os conteúdos de pediatria, área em que tem interesse em atuar. “As sessões científicas estão sendo bem enriquecedoras”, afirmou. Além do aprendizado para a formação médica, ela encontrou propostas de ações de saúde que pretende levar à igreja que frequenta e à comunidade.

Para Thaís Amaral, do sétimo semestre, o contato com médicos que compartilham sua fé reforçou a ligação entre a escolha profissional e a missão cristã. “Juntar a medicina com a questão da missão é maravilhoso”, disse. A programação também a levou a refletir sobre os próprios hábitos: ela quer incorporar à sua rotina o estilo de vida saudável que pretende recomendar aos futuros pacientes.
Davi Lopes Reis reforçou que o conhecimento compartilhado no encontro deve se transformar em benefícios para os pacientes. “Afinal, nossa missão é servir, curar e salvar”, concluiu.


