
Marlon Zimermann fumou por mais de 20 anos. Começou aos 12, por curiosidade, e tentou abandonar o cigarro diversas vezes. A mudança começou depois que participou do Curso Como Deixar de Fumar em 5 Dias. Seis meses após os encontros, conseguiu interromper o consumo e, hoje, está há quase dois anos sem fumar.
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“O curso plantou uma semente e me deu ferramentas. Segui firme, sem desistir de mim”, conta. Para Marlon, a decisão também transformou sua relação com a família. “Hoje consigo ser um pai, um filho e um esposo muito melhor. Quero ter saúde para acompanhar minha família, porque ela precisa de mim.”
A experiência de Marlon é uma das histórias reunidas ao longo das edições do programa, que já orientou mais de 2 mil pessoas em Mato Grosso do Sul.
Entre 31 de agosto e 4 de setembro, o Hospital Adventista Pênfigo realizará a 16ª edição do curso, em parceria com a Igreja Adventista Central de Campo Grande. A participação é gratuita e a programação reúne médicos, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas e psicóloga.
Apoio para atravessar os primeiros dias

Durante os cinco encontros, os participantes recebem informações sobre alimentação, atividade física, exercícios respiratórios, mudanças na rotina e controle do estresse. A proposta é oferecer recursos para enfrentar o período inicial sem nicotina, quando os sintomas de abstinência costumam ser mais intensos.
Januário de Farias, médico cirurgião de cabeça e pescoço e palestrante do programa, explica que ansiedade, irritabilidade, insônia, dor de cabeça e forte vontade de fumar estão entre as principais dificuldades relatadas.
“Muitas vezes, o paciente que vence a primeira semana passa pelos dias seguintes com mais tranquilidade. Por isso, esse intervalo de cinco dias é crucial”, afirma.
O cuidado poderá continuar após o encerramento da programação. Quem desejar será acompanhado pela equipe do hospital durante as semanas e os meses seguintes, com atenção especial à saúde mental.
“A dependência física é tratada mais rapidamente, mas a dependência psicológica e o uso da nicotina como válvula de escape precisam ser trabalhados por mais tempo”, explica Januário.

Um problema de saúde pública
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 477 pessoas morrem diariamente no Brasil em decorrência do tabagismo, e cerca de 145 mil mortes anuais poderiam ser evitadas.
O alerta alcança também os usuários de cigarros eletrônicos. Embora frequentemente apresentados como alternativas ao cigarro convencional, esses dispositivos não são inofensivos: podem causar dependência de nicotina e outros danos à saúde.
“Os princípios utilizados são basicamente os mesmos. É um público que também pode ser beneficiado pela metodologia”, afirma Januário.


