
Uma simulação de incêndio mobilizou toda a comunidade do Colégio Adventista da Asa Sul, incluindo alunos e colaboradores, no encerramento de um dia dedicado à resposta a emergências. Ao longo da terça-feira (11), 102 profissionais das nove unidades da Educação Adventista de Brasília e Entorno praticaram técnicas de primeiros socorros, prevenção e combate a princípios de incêndio.
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A atividade foi conduzida por profissionais de saúde e segurança do trabalho do Centro Médico Adventista Curitiba, uma das unidades da Adventist Health Brasil, organização que coordena a rede de instituições adventistas de saúde no país.

Os participantes vieram de unidades escolares vinculadas à Associação Planalto Central (APlaC), sede administrativa da Igreja Adventista para Brasília e Entorno.
Da avaliação inicial à resposta coletiva

Na primeira parte do encontro, realizada pela manhã, o grupo aprendeu a avaliar as condições do ambiente antes de prestar assistência a uma vítima. O conteúdo também abordou atendimento a traumas, desmaios, fraturas, entorses e outras situações que exigem uma intervenção imediata.
À tarde, o foco passou para os diferentes tipos de incêndio e os equipamentos adequados para cada ocorrência. Os participantes aprenderam a identificar e utilizar extintores, além de praticarem a montagem de mangueiras e o uso de hidrantes.

O encerramento ampliou a escala do exercício. Uma simulação de incêndio envolveu toda a escola e permitiu aplicar, de maneira integrada, os procedimentos trabalhados durante o dia.
“A ideia é que os 102 brigadistas saiam preparados para replicar esse conhecimento nas unidades escolares”, afirmou Jader Tinelli, gerente de Serviços de Saúde do Centro Médico Adventista Curitiba.

Segundo Tinelli, a ação integra os serviços de saúde e segurança do trabalho prestados pelo Centro Médico a instituições adventistas em diferentes regiões do Brasil. Esse trabalho inclui atividades preventivas, orientação técnica e padronização de procedimentos.
Segurança para agir sem improviso

Para Michele Campello, uma das participantes, saber como proceder ajuda a reduzir a insegurança diante de situações que exigem rapidez e controle emocional.
“Esse preparo nos ajuda a ter uma visão mais centrada e profissional diante de uma emergência. As crianças confiam em nós, por isso precisamos estar prontos para oferecer o suporte de que elas precisam”, disse.
Gabriel Morales, vice-diretor do Colégio Adventista do Gama, destacou a importância de estabelecer processos comuns entre as instituições de ensino.

“A palavra-chave é prevenção. Precisamos criar processos para que, como rede, tenhamos segurança e possamos transmiti-la aos pais e colaboradores”, afirmou.
Para Morales, a atualização periódica das equipes ajuda a transformar orientações teóricas em procedimentos consistentes na rotina dos colégios.
Preparo anual é previsto em lei

A legislação brasileira contempla os dois eixos abordados no encontro. A Lei nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, prevê a oferta anual de cursos de primeiros socorros para professores e funcionários de escolas públicas e privadas de educação básica.
A norma recebeu esse nome em homenagem a Lucas Begalli, de 10 anos, que morreu após se engasgar durante uma excursão escolar, em 2017. O caso impulsionou a criação da lei, cujo objetivo é preparar os profissionais para prestar o atendimento inicial até a chegada do suporte especializado.
Já a Norma Regulamentadora nº 23, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece medidas de proteção contra incêndios nos ambientes profissionais. Entre elas estão orientações sobre o uso de equipamentos, procedimentos de resposta, evacuação segura e sistemas de alarme.
Com o fim da atividade, o próximo passo será levar o conteúdo às unidades de origem. A expectativa é que os 102 brigadistas compartilhem os procedimentos aprendidos e fortaleçam a capacidade de resposta das equipes escolares.


