
Há dois anos, o Hospital Adventista Pênfigo (HAP) realiza transplantes hepáticos em Mato Grosso do Sul. Em abril deste ano, a instituição ampliou sua atuação na área de transplantes e iniciou o serviço de transplante renal. Em apenas cinco meses, já foram realizados mais de 70 transplantes de rim, contribuindo para reduzir a fila de espera de pacientes que dependem de um novo órgão no Estado.
A atuação como unidade transplantadora também traz uma necessidade constante: a disponibilidade de sangue para atender pacientes que podem precisar de transfusão durante procedimentos cirúrgicos e tratamentos. Para contribuir com o abastecimento do Hemosul e conscientizar os colaboradores sobre a importância da doação, o hospital promoveu um Dia D de Doação de Sangue, levando a unidade móvel do Hemosul para o campus da Unidade Matriz.

A ação reuniu colaboradores, médicos, pacientes e familiares e também foi aberta ao público. O ônibus do Hemosul permanecerá na instituição durante todo o dia, até as 17h, recebendo doações.
Entre as pessoas que acompanharam a mobilização estava o estudante Hygor Batista, que realizou um transplante renal no HAP há menos de dois meses, depois de permanecer por cerca de dois anos na fila de espera por um órgão e realizar sessões de hemodiálise. Durante o período de tratamento, ele precisou receber bolsas de sangue. “Hoje, vim para uma consulta de acompanhamento pós-transplante e ver o movimento dos colaboradores para ajudar a salvar vidas por meio da doação de sangue me emociona. Esse gesto de solidariedade do hospital que me acolheu significa muito para mim”, relata Hygor.

A importância da doação também é conhecida de perto por quem atua diretamente no cuidado aos pacientes transplantados. O médico urologista Dr. Alexandre Eustáquio, integrante da equipe de transplante renal do HAP, participou da ação. “Como médico da equipe de transplante renal, acompanho a necessidade e a realidade do hemocentro e as dificuldades para manter os estoques de sangue. Sei o quanto nossos pacientes precisam e, na realidade, não somente eles. Qualquer um de nós está sujeito a precisar de uma transfusão em algum momento da vida. Por isso, entendendo a importância dessa ação, estou aqui hoje para fazer a minha parte”, explica.
A mobilização também sensibilizou colaboradores que têm histórias pessoais ligadas aos transplantes. É o caso do supervisor de portarias Marcos Firmino, que veio de Rochedo, município localizado na região Norte de Mato Grosso do Sul, especialmente para participar da ação.
A mãe de Marcos foi paciente transplantada no Hospital Adventista Pênfigo e, durante o tratamento dela, ele vivenciou de perto a importância da disponibilidade de sangue para os pacientes. Ao saber que o Hemosul estaria no hospital, decidiu enfrentar o próprio medo de agulha e percorreu o caminho até Campo Grande para fazer a doação.
Para o Hospital Adventista Pênfigo, a iniciativa reforça que a assistência ao paciente transplantado vai além do procedimento cirúrgico. A disponibilidade de sangue é parte importante da estrutura necessária para garantir o atendimento de pacientes que passam por tratamentos de alta complexidade.
A intenção da instituição é tornar ações de doação de sangue recorrentes entre os colaboradores, contribuindo com o abastecimento do Hemosul e ampliando a conscientização sobre a importância desse gesto de solidariedade.
Fotos: Ericson Kritkovski.


